A inserção da tecnologia no dia a dia de futuros professores

15/06/2018 22:06

Quando o mundo muda tudo ao seu redor também precisa se transformar. Com a Educação não seria diferente. Cada vez mais presente no ambiente escolar, a tecnologia trouxe com ela a facilidade de acesso a informação, transformando a função do professor de transmissor de conhecimentos para orientador, um estimulador que guia os estudantes na construção de seus próprios conceitos, valores, atitudes, habilidade e projetos.

Neste cenário, os educadores precisam ousar e, por meio da criatividade, apresentar novas propostas para ajudar a construir essa sociedade na qual eles têm papel fundamental: formar cidadãos. Mas quem colabora para que esses profissionais entendam e queiram inovar nas salas de aula?

Hoje, aqui no blog, nós vamos contar a história da professora universitária Karina Menezes, docente na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, que decidiu chamar a atenção dos estudantes de pedagogia sobre a importância da lógica da programação no dia a dia escolar.

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Em 2016, meio por acaso, ela conheceu o Programaê!. “Foi através do professor Jocemar do Nascimento, de Cascavel (PR), que promoveu uma oficina do Programaê! para duas de minhas turmas de estudantes do curso de Pedagogia”, contou. Na época, a descoberta despertou a curiosidade da professora – que, agora, já usa o nosso site há um ano!

 

A experiência de falar sobre a inserção da tecnologia na rotina escolar

“Como professora universitária, meu contato mais direto é com estudantes de licenciatura que estão em estágio em escolas da educação básica. Uma vez que as ementas do componente curricular de estágio já são definidas dentro do currículo do curso, tenho inserido a discussão sobre o potencial do ensino de programação e da abordagem do pensamento computacional aos poucos e apenas no âmbito de minha sala de aula, buscando chamar a atenção de estudantes e colegas de trabalho para a necessidade de ampliarmos nossas ementas de curso para incluir essa temática de forma mais abrangente”, explicou.

A discussão, é claro, se destacou entre os estudantes. Prova disso é que uma de suas alunas, Crislane Santos, mostrou-se tão interessada após a oficina que, há dois anos, iniciou um grupo de estudos práticos com Scratch. “Esse grupo de estudos foi composto por estudantes dos cursos de Pedagogia, Ciência da Computação e pós-graduação em Educação em um mesmo espaço. Desses encontros foi possível que os participantes aprendessem ou aprimorassem o que já sabiam de programação através do Programaê!”, afirmou.

E se o futuro é da tecnologia, o que será que a professora tem em mente? Karina, é claro, faz planos para o próximo semestre. “A ideia é remodelar e ampliar esse grupo de estudos com a complexificação das atividades de programação tendo como norte a metodologia e os repositórios sugeridos pelo Programaê!. Queremos, ainda, tentar trazer essa abordagem para os componentes de estágio, fazendo com que cheguem às escolas da rede pública de ensino”, completou.

É ou não é para se inspirar?

Se você também quer contar a sua história, escreva para a gente: falae@programae.org.br